Manual

O time de IA

Até aqui o Orion trabalhou sozinho para você. Aqui ele deixa de ser só o seu gerente e passa a ter um time: workers de IA contratados por você, com nome, descrição de cargo, ferramentas liberadas, plano de trabalho e avaliação de ciclo — supervisionados pelo Orion e governados por regras que você define. E vai além do seu chat: os grupos de WhatsApp e de Telegram que você autorizar (desde 15/08/2026 os dois canais seguem a mesma regra) são a outra sala em que o seu Orion fala com pessoas que não são você — e por isso a que exige que você diga, com clareza, até onde ele pode ir.

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O Orion e os AI workers não são a mesma coisa

Antes de contratar o primeiro, vale separar duas coisas que se parecem e não são:

O seu Orion é seu. Cada pessoa tem o dela. É a instância que fala com você no WhatsApp ou no Telegram, guarda a sua memória, conhece o seu jeito e segue o seu plano. Se alguém da sua equipe não conversa com o Orion, essa pessoa simplesmente não tem um — e continua usando o Y Managers pelo painel normalmente.

O AI worker é da organização. Ele não pertence a uma pessoa: é contratado pelo administrador, aparece para o time, é alocado a equipes e responde por entregas dentro dos planos de trabalho da empresa. Vários Orions diferentes podem delegar para o mesmo worker.

A diferença aparece na conta: o seu Orion segue o seu plano (é o que decide os seus canais e limites), enquanto o AI worker é contratado pela organização, com o próprio valor mensal. Ter um não dá o outro.

Contratar e comandar AI workers

Um AI worker é um membro do time que não é humano. Ele tem um nome que aparece nas telas, uma descrição de cargo escrita por você, um conjunto fechado de ferramentas, um plano de trabalho com entregas pelas quais responde, ciclos e uma avaliação no fim de cada ciclo. Você o contrata, dá trabalho a ele pelo chat, decide quanto ele pode fazer sozinho e vê tudo o que ele fez numa trilha de auditoria.

O lugar disso tudo é Orion → Time de IA Workers (a página se chama "Governança do Time de IA").

Contratar o primeiro worker

Abra a página e você encontra a galeria Contratar worker: amostras prontas, cada uma com o que ela faz, as ferramentas que usa, as integrações de que precisa e o valor mensal — tudo no card, antes do clique. Um clique contrata. Nas organizações já habilitadas para a execução autônoma, o Gerente de IA propõe em seguida o primeiro plano de trabalho dele como rascunho editável, e você pactua quando quiser; nas demais, o plano de trabalho do worker é você que cria.

Se uma integração exigida pela amostra ainda não estiver conectada na sua conta, o card avisa com um ⚠️ antes do clique. O worker é contratado mesmo assim, sem ela, e a tela diz o que ficou de fora — nunca em silêncio.

Prefere montar do zero? Adicionar worker de IA abre o mesmo formulário que você usa depois para editar:

Nome
como ele aparece nas telas e como você o chama no chat — "Marketing (Conteúdo)", "Vendas (SDR)".
Instruções
a descrição de cargo. Responsabilidades, tom, limites. O Orion lê esse texto toda vez que delega trabalho a ele. É onde você escreve coisas como "sempre proponha 3 opções" ou "nunca publique nada — entregue rascunhos".
Skills
as ferramentas que ele pode usar (internet, Google, Microsoft 365, e-mail, WhatsApp, CRM, relacionamentos, agendamento, rotinas, memória, pesquisa longa…). Só o que estiver marcado fica disponível; todo o resto é bloqueado no momento da chamada. Deixar tudo desmarcado não libera tudo — desde 13/08/2026 é o contrário: o worker recebe um conjunto básico, o suficiente para trabalhar e prestar contas. O básico inclui pesquisar e ler (internet, páginas, este manual, a biblioteca da organização), pensar (rascunho próprio, análise de dados), entregar (registrar artefato, criar e ler documento, registrar progresso), prestar contas (relatório de ciclo, declarar uma lacuna de capacidade) e pedir ajuda a um colega. Ficam de fora, de propósito: CRM, prospecção, e-mail, agenda e delegação a outro worker — tudo que tem destinatário externo ou consequência contratual só entra se você marcar.

A sua memória pessoal não entra — em worker nenhum. Desde 15/08/2026, as ferramentas que leem e escrevem o que você mandou o Orion lembrar (família, documentos, preferências) e as suas notas de Áudio em Notas são retiradas de toda execução de worker, inclusive a de um worker com "memória" marcada em Skills: marcar essa skill dá a ele o rascunho dele e a leitura deste manual, nunca a sua gaveta. Um AI worker é um colega de trabalho, e um colega não abre a gaveta do chefe — nem escreve dentro dela. Ele pensa no rascunho próprio, consulta a biblioteca da organização quando precisa saber algo do trabalho, e é ali que entrega o que produz.

Integrações
as contas de terceiros que você conectou em Orion → Integrações, liberadas worker a worker. Estar conectada não basta — cada worker só usa as que você marcou para ele.
Postura
a rédea padrão. É o assunto da próxima seção.

Contratar um worker é uma linha de cobrança mensal na sua assinatura, e por isso exige assinatura ativa: sem ela a contratação é recusada na hora, dizendo que falta assinatura. Não existe caminho gratuito — o período gratuito do painel do time dá assentos, não workers (workers gratuitos que já existiam de antes não foram cancelados). O valor está no card da galeria e na página de planos.

Contratado não é o mesmo que trabalhando. Um worker que ainda não foi alocado a uma equipe recusa qualquer delegação, dizendo exatamente isso — e continua contando na sua fatura. São dois passos, e o segundo é seu: alocar o worker a um time e assinar o plano de trabalho dele. Enquanto isso não acontece, ele existe, aparece nas telas, é cobrado e não faz nada.

Duas coisas separadas: o trabalho e a identidade

Todo worker contratado ganha, automaticamente, uma identidade de pessoa na organização — com etiqueta de IA. É por isso que ele aparece nas telas de equipe, pode ser adicionado a um time e recebe plano de trabalho como qualquer um. O registro de trabalho (preço, autonomia, execuções) é uma coisa; a identidade organizacional é outra. Você gerencia o worker do mesmo jeito que gerencia gente, sem uma tela paralela.

Duas consequências práticas: essa identidade não consome assento de usuário humano, e ela não pode ser removida direto na página de Usuários. Para desligar o worker, você o remove na Governança — não se apaga o fantoche, dispensa-se o worker.

E vale a regra do um plano vigente por período: um AI worker serve um time, como uma pessoa. Se você quer a mesma função em duas equipes, contrate dois workers. Tentar criar um segundo plano sobreposto para o mesmo worker é recusado, com a explicação na tela.

Dar trabalho a ele

Pelo chat, falando com o Orion:

  • "Pede pro Marketing revisar este post." (e cole o post)
  • "Manda a Pesquisa & Análise levantar os 5 maiores players desse mercado."
  • "O que o Vendas fez essa semana?"

O Orion delega passando o nome exato do worker. Se você usar um fragmento que combina com mais de um — três workers com "Marketing" no nome, em times diferentes —, ele recusa e pede o nome completo em vez de chutar. Se nenhum worker do time cobre o pedido, ele diz isso e executa ele mesmo, ou avisa que não há quem faça.

A delegação leva o conteúdo inteiro (o worker não enxerga o seu chat) e os arquivos que você acabou de mandar. O worker volta com um relatório do que fez — e com a lista do que ficou parado esperando você.

Quando o pedido corresponde a uma entrega do plano vigente do worker, o Orion amarra a delegação àquela entrega. É assim que o trabalho aparece no plano, onde os humanos do time o veem. Se não corresponder a nada, ele entrega e avisa: "isso ficou fora do plano do Marketing — quer que eu inclua?"

A matriz de autonomia

Toda ação que um worker tenta executar é classificada por código, antes de acontecer, e roteada por uma de três rotas:

🟢 Executa sozinho
a ação acontece. Continua registrada na trilha de auditoria.
🟡 Orion aprova
o Orion faz uma avaliação separada, com cabeça de gerente e critérios explícitos (a ação serve à tarefa? o destinatário está certo? o conteúdo é profissional e sem invenção? qual o risco se estiver errada?), e aprova ou reprova. Se a revisão falhar por qualquer motivo, a ação é reprovada — nunca liberada por omissão.
🔴 Me consulta
a ação fica retida, completa, na fila "Aguardando sua aprovação". Nada acontece até você decidir.

A postura do worker define a rota padrão de cada classe de ação. São seis classes e três posturas:

Classe de açãoSombraSupervisionadoAutônomo
Interno / reversível (CRM, registros, rascunhos)🟡🟢🟢
Externo — contato conhecido🔴🟡🟢
Externo — destinatário novo🔴🔴🟡
Resposta em grupo de WhatsApp🔴🔴🟢
Financeiro / cobrança🔴🔴🔴
Contatos VIP🔴🔴🔴

Na tabela de cada worker você pode fixar uma exceção: clicar numa rota daquela classe sobrescreve o padrão da postura. "Limpar regra" devolve ao padrão. A seção de Autonomia fica recolhida quando tudo está no padrão e abre sozinha quando aquele worker tem exceções — uma regra que você não vê é pior do que o barulho que ela evita.

Como a classificação é feita, em código e sem palpite:

Destinatário conhecido ou novo
conhecido é quem já está no CRM da organização (ou no seu CRM pessoal). Quem não está é novo. Se a consulta ao CRM falhar, vale "novo" — o lado mais cauteloso.
Mensagem para você
o worker mandar mensagem ou e-mail para o chefe é relatório, não ação externa. Entra como interno.
Evento de agenda
só é externo quando tem convidados. Sem convidados, é interno.
Ferramenta desconhecida
qualquer ferramenta sem classificação declarada é tratada como "destinatário novo". O padrão é fechar, não abrir.

Duas honestidades sobre a tabela. Financeiro e Contatos VIP existem como linhas e as suas regras são respeitadas — mas hoje nenhuma ferramenta é classificada automaticamente nessas duas classes, porque a plataforma ainda não tem um sinal determinístico para "isto é dinheiro" ou "este é um VIP". As duas linhas estão prontas para quando houver.

E a exceção que vale a pena entender: plano assinado é autorização. Quando a ação está ligada a uma tarefa ou entrega de um plano de trabalho assinado pelas duas partes daquele worker, ela roda direto, mesmo que a rota da classe pedisse revisão — porque assinar o plano é aprovar aquele trabalho, e a supervisão passa a ser o progresso e a avaliação do ciclo. Financeiro e VIP nunca são liberados por essa via.

A fila "Aguardando sua aprovação"

Quando uma ação cai na rota 🔴, ela é guardada inteira — ferramenta, destinatário, texto — e você recebe no WhatsApp:

> 🔴 Aprovação pendente — time de IA > Marketing preparou send_gmail (a3f91c22). > … > Responda aprova ou nega — ou decida na página Governança.

Você decide de dois jeitos:

  • No chat: "aprova", "nega". Com mais de uma pendente, ele mostra a lista numerada e você responde "aprova a 1".
  • Na página Governança: o bloco "Aguardando sua aprovação" mostra destinatário, assunto e o começo do texto, com os botões Aprovar e executar e Negar.

Aprovar executa a ação exatamente como o worker a preparou — sua decisão é o portão, não há segunda checagem. Negar descarta a ação preparada.

Quando a escalação é a única coisa esperando por você, um "aprovo" solto é entendido como decisão dessa fila, e não como aprovação de outro assunto da conversa.

Com mais de uma decisão aberta, ele pergunta em vez de adivinhar. Se houver, ao mesmo tempo, duas escalações, ou uma escalação e um envio retido, ou uma avaliação proposta e um e-mail esperando seu sim, um "ok" solto não decide nenhuma delas: o Orion mostra a lista numerada e pergunta qual, e nada acontece até você responder. Você resolve de duas formas — respondendo o número, ou dizendo a quem se refere ("pode mandar o da Acme"), que decide só aquele. Um "não" é diferente de propósito: ele vale para tudo que estiver aberto, porque deixar sair o que mandaram não sair não tem desfazer.

A trilha de auditoria

No fim da página, cada ação classificada de cada worker vira uma linha: quem, qual ferramenta, qual rota, qual resultado. Dá para filtrar por worker, rota, classe, texto e período.

O que entra ali não é só o que aconteceu. Uma resposta que o Orion decidiu não dar em grupo (porque a política era "só o chefe aciona") também vira linha — silêncio explicado é melhor do que silêncio misterioso. Uma falha de envio entra como falha, não como "enviado".

O worker dentro do ciclo do time

Este é o ponto que separa um worker de IA de uma automação solta: ele passa pelo mesmo rito que um humano.

Plano de trabalho
o plano pertence ao worker e é obrigatoriamente ligado a um time. É ele que diz por quais entregas o worker responde. Um worker sem plano vigente até trabalha quando você pede pelo chat, mas o trabalho dele não pertence a entrega nenhuma — e o próprio worker é instruído a declarar isso no relatório.

Renovação vencida = worker parado, pago e mudo. A execução diária — a parte em que ele trabalha sozinho — só alcança worker com plano assinado pelos dois lados e dentro do período. Vencida a renovação sem assinatura, ele não acorda mais, e continua contratado e cobrado. Para que isso não passe despercebido, esgotadas as cobranças normais o próprio worker passa a falar por si, uma vez por semana: "Sou a Iris. Minha renovação venceu em 20/08 e estou parado esperando a sua assinatura" — com o período proposto, as entregas e um link pessoal de autorização para cada gerente do time.

Relatório do ciclo
o worker escreve e envia o próprio relatório, a partir do último dia do ciclo, como qualquer membro do time — o que entregou, com links, resultados, pendências e próximos passos. Enviado, ele congela e vai para o gestor.
Avaliação
o worker nunca avalia o próprio ciclo. O sistema recusa a tentativa. Quem avalia é o gerente: o Orion redige a avaliação proposta (estrelas + justificativa), registra como proposta pendente na sua caixa de "esperando por você" e espera a sua decisão. Aplicada, ela congela um registro de desempenho — com justificativa obrigatória, como no ciclo de um humano.

Duas coisas podem acontecer sem você, e é melhor saber das duas. Se o prazo de avaliação passar sem ninguém decidir, o ciclo fecha sozinho com 3★ neutro, e a justificativa diz, com todas as letras, que o gerente não deu feedback no prazo — o ciclo fica carimbado como automática. E se o gerente do time tiver ligado a autonomia "Avaliar ciclos por mim", o Orion aplica na data a avaliação que ele mesmo redigiu, com aviso na véspera e recibo depois. Nos dois casos a tela mostra de onde veio aquela nota.

Progresso contínuo
o worker é instruído a registrar o avanço na hora em que ele acontece, e não no fim do ciclo. Quem lê "o que foi feito" vê a marca de quem fez: as notas de um worker entram identificadas com o nome dele e a etiqueta IA.
O cânone CLEAR, e onde ele é assimétrico
para entrar num plano de trabalho, uma entrega precisa vir de um plano de entregas assinado e vigente. Aqui não há exceção para ninguém — a plataforma recusa a inclusão, para humano e para AI worker igualmente, com a explicação. A regra vale até o plano de trabalho ser assinado pelas duas partes; depois disso o combinado está de pé, e um plano de entregas que vence não desfaz o que foi pactuado. A assimetria fica em outra regra: quando a entrega está quebrada em tarefas e o plano não aponta nenhuma, o humano é avisado e segue, e o AI worker é bloqueado — a exceção humana costuma ser legítima; a da IA, não.

Custo, remoção e o limite honesto

Cada worker mostra um selo de custo medido: quanto ele consumiu no mês corrente e nos últimos 7 dias, com o número de execuções. Enquanto não houver execução medida, a tela diz "sem atividade medida ainda" em vez de mostrar zero — ausência de medição não é o mesmo que ausência de trabalho. O Orion (gerente) aparece na lista como uma linha própria: a gestão custa, e o custo dela é rateado no preço dos workers.

Cada worker tem a própria franquia de uso. Desde 13/08/2026 o que um worker gasta não sai da sua franquia pessoal de conversa com o Orion nem da franquia de gestão da organização: cada worker tem conta própria, com um teto por dia e outro por mês. É isso que torna o selo de custo comparável entre eles. Se a franquia do dia acaba, a delegação é recusada dizendo o nome do worker e a causa, o trabalho não se perde (ele retoma na virada do dia) e os Admins são avisados — um worker que emudece sem explicação seria o pior desfecho.

Remover desativa o worker imediatamente: ele para de agir, as aprovações pendentes dele são canceladas e o histórico de auditoria é mantido.

E o limite: a execução autônoma diária — o worker acordar todo dia, puxar a próxima tarefa do plano e trabalhar sem ninguém pedir — está em implantação gradual, habilitada organização por organização. Fora dela, o worker trabalha quando o Orion delega (por pedido seu ou por uma rotina que você criou). Contratação, escopo, matriz de autonomia, escalações, plano de trabalho e auditoria valem desde o primeiro dia; o relatório de ciclo automático e a avaliação proposta pelo gerente entram junto com essa mesma habilitação.

Grupos de WhatsApp e de Telegram

Num grupo o Orion conversa com pessoas que não são você. Participar e capturar são dois interruptores separados, e nenhum liga sozinho.

Quando o Orion está no seu próprio número, ele registra os grupos por onde passa tráfego — só o nome e a data do último movimento. Nada do conteúdo. Você vê essa lista em Orion → Conexão, no bloco "Grupos de WhatsApp", e também pode pedir no chat: "quais grupos você está vendo?".

Autorizar um grupo é o que muda o jogo. A tela pede confirmação e diz o que passa a acontecer, porque a decisão afeta outras pessoas: uma IA passa a participar de uma sala em que ninguém assinou nada.

Há uma segunda chave, e ela é independente desta. Cada grupo tem uma categoria, e ela não faz o Orion responder ali. São três, e você escolhe uma na própria linha do grupo:

CategoriaO que é capturadoConhecimento que ele usa aliQuem arquiva na bibliotecaPlano de trabalho
Regular (padrão)Nada do conteúdoSó o público — documentos marcados como visíveis a convidadosNinguémFora de alcance, inclusive para você
🏢 Trabalho interno (colegas)Todo o conteúdo, para o registro de trabalho da organizaçãoO conhecimento interno da organizaçãoQualquer pessoa do grupo pode pedirVocê lê e altera dali
🤝 Trabalho externo (clientes, parceiros)Todo o conteúdo, inclusive o que as pessoas de fora escrevemSó o públicoSó você — pedido de outro participante é recusadoFora de alcance, inclusive para você

A categoria só existe na tela (nunca por comando de chat, justamente para não pular o aviso que ela mostra), vale daí em diante e nunca é retroativa, e você troca ou retira quando quiser. Grupo Regular: captura de trabalho zero.

E quem avisa o grupo é o Orion, não você. Ao marcar, ao trocar de categoria e ao retirar, ele posta uma mensagem lá dentro dizendo o que mudou, quem mudou e quando. O texto é diferente em cada caso: o de grupo externo anuncia que o grupo é externo, que o conteúdo passa a ser capturado, que o Orion usa ali apenas conhecimento público e que só arquiva a seu pedido. (Quem soletra que o que clientes e parceiros escrevem também entra é a confirmação na tela, antes de você marcar.) Clicar na categoria que já estava valendo não muda nada e não posta aviso nenhum. Toda tentativa fica na trilha de auditoria, inclusive quando o aviso não consegue sair — o aviso é a melhor tentativa possível, não uma garantia.

Retirar não apaga. A captura para na hora, mas o que já foi capturado continua guardado, com a mesma retenção do resto dos dados da empresa.

No Telegram vale a mesma categoria, com um limite do próprio Telegram. Com a privacidade de grupo do bot ativa — o padrão do BotFather —, só chegam até ele as menções e as respostas ao bot, e só isso é capturado. Para captura completa, é preciso desligar a privacidade no BotFather (/setprivacyDisable).

O detalhe está no capítulo de segurança e privacidade.

Como ele é acionado. Só quando chamado. Vale @orion em qualquer parte da mensagem, "Orion," ou "Orion:" no começo da frase, ou uma resposta que cite uma mensagem dele — citar o Orion é falar com o Orion. O nome "Orion" solto no meio de uma conversa não dispara nada.

Ao ser chamado, ele confirma o recebimento na hora ("Recebido! Já analiso e volto aqui em ~2-3 min") e responde em seguida. Toda mensagem dele sai assinada como 🤖 Orion (gerente de IA) — ele nunca se passa por humano, e não escreve essa assinatura: ela é adicionada pelo sistema.

A menção é a instrução. O que a mensagem pedir é o que ele faz: revisar um conteúdo, resumir a discussão recente, responder uma dúvida, registrar progresso de uma tarefa, escrever um rascunho. Não há um único formato de pedido.

A política do grupo define quem pode acioná-lo e o que acontece com a resposta. É por grupo, e sobrepõe a política geral da Governança:

LuzO que acontece no grupoO que entra no CRM
🟢 Responde a todosResponde a qualquer membroUma linha por dia por contato, com resumo do que a pessoa tratou
🟡 Só o chefe acionaSó responde quando você menciona; menções de outros são ignoradas em silêncio (e registradas na auditoria)Só presença (nº de mensagens)
🔴 Sempre me consultaToda resposta vai para a sua fila de aprovação antes de ser postadaNada

Sem escolher, o grupo herda a política geral. E o registro no CRM só alcança quem já é contato da organização: quem não está no CRM nunca entra nele por causa de um grupo.

O papel no grupo. Cada grupo autorizado pode ter um papel próprio — texto livre, que emoldura o comportamento dele ali: "Suporte a clientes: responda dúvidas do produto com tom formal; nunca discuta preços — encaminhe ao chefe." Sem papel definido, ele age como gerente de conteúdo, o padrão. O papel define tom e limites; a mensagem que menciona continua sendo a instrução.

Quem pediu importa — e a categoria do grupo também. Se a menção veio de você, ele executa por inteiro, e num grupo de trabalho interno isso inclui gestão de plano de trabalho, entregas e tarefas do Y Managers, dali mesmo. Em grupo Regular ou de trabalho externo o plano fica fora de alcance mesmo para você: perguntar "como está o plano de entregas?" num grupo de cliente leria o plano interno em voz alta na frente do cliente, e é exatamente o contrário do que o aviso daquele grupo promete. Se veio de outro membro, ele ajuda dentro do escopo de trabalho daquele grupo e não age fora do grupo a pedido de terceiros: o turno de grupo não alcança a sua caixa de entrada, a sua agenda nem as suas outras conversas. E a sua memória pessoal não está lá para ser exposta — desde 15/08/2026 as ferramentas que leem e escrevem o que você mandou lembrar, e as suas notas de Áudio em Notas, não entram no turno de grupo — em nenhum grupo, declarado ou não, e mesmo quando quem menciona é você. Não é uma instrução que ele pode desobedecer: a ferramenta não existe ali. Vale nos dois sentidos — ninguém lê a sua memória pessoal a partir de um grupo, e ninguém planta ali um "fato" sobre você que o Orion repetiria depois na sua conversa direta. A mesma remoção alcança qualquer worker do seu time acionado dali: marcar "memória" nas skills dele não abre essa porta. Qualquer pessoa do grupo pode pedir você — "escala pro João", com o seu nome — e ele acolhe o pedido e registra.

Vale reforçar o alcance: num turno de grupo o Orion trabalha com um conjunto reduzido de ferramentas — time de IA, pesquisa na internet, consulta à biblioteca (sempre no nível de conhecimento daquele grupo, como na tabela acima), a leitura deste manual e um bloco de rascunho daquela conversa —, e esse conjunto varia com a categoria. As ferramentas de plano de trabalho só entram quando é você mencionando num grupo de trabalho interno. A de arquivar na biblioteca só é oferecida a ele quando alguém ali pode mesmo arquivar: em grupo Regular ela não aparece, e em grupo externo só quando o pedido é seu. Ele não abre a sua caixa de entrada nem a sua agenda a partir de um grupo.

Delegar não é atalho para fora do degrau. Se o turno daquele grupo só enxerga o conhecimento público — grupo Regular ou de trabalho externo —, o worker acionado dali herda o mesmo teto: consulta a biblioteca no degrau público, exatamente como o Orion faria ali, e não deposita nada no acervo interno — salvo o registro que, num grupo de trabalho externo, só você pode pedir. Sem isso, "@orion, manda o Marketing levantar isso" dentro de um grupo de cliente seria o desvio que devolveria o acervo interno para dentro da sala. Vale desde 15/08/2026. Fora desses dois casos nada muda: numa delegação a partir da sua conversa direta ou de um grupo de trabalho interno, o worker trabalha com o conhecimento da organização, como sempre.

Imagens e documentos. Em grupo autorizado, imagens e documentos postados são processados e ficam disponíveis para revisão por 48 horas — inclusive quando a menção vem depois do post ("@orion revisa esses aqui"). Ele analisa no máximo 8 mídias por vez; se houver mais, ele diz na primeira linha da resposta quantas foram postadas, quantas ele analisou e como trazer as restantes. Uma análise parcial que não se declara parcial é o pior resultado possível. Para revisar uma peça específica, responda (cite) a ela marcando @orion: só ela entra na análise, e ele avisa quantas outras ficaram de fora de propósito. Vídeos e figurinhas ele não consegue ver, e diz isso em vez de descrever. Se ficaram mídias de fora, peça "@orion, analisa as anteriores": ele traz a leva seguinte, uma vez — para as mais antigas que essa, responda (cite) cada uma marcando @orion.

O que fica guardado. Este é o combinado que você precisa levar aos membros do grupo antes de autorizar:

  • Texto: todas as mensagens de texto do grupo autorizado ficam registradas por 72 horas, com o nome e o telefone de quem escreveu. Depois disso são apagadas. É esse registro que permite responder "o que estão discutindo aqui?".
  • Mídia: imagens e documentos ficam por 48 horas.
  • Grupos não autorizados: o Orion não responde e nada do conteúdo é registrado — a não ser que aquele grupo tenha uma categoria de trabalho, interno ou externo, que é uma decisão à parte, explicada acima. Participar e capturar são escolhas separadas.
  • Grupo autorizado mas Regular: valem as 72 horas e as 48 horas acima, e nada além disso — nenhuma captura de trabalho, só conhecimento público nas respostas, e nada arquivável na biblioteca a partir dali.

A tela sugere, e vale a pena: depois de autorizar, peça "@orion, se apresente" no grupo. Ele explica quem é, o que faz ali e como acioná-lo.

Uma proteção contra promessa vazia. Se a resposta dele afirmar que salvou, ajustou ou registrou alguma coisa sem que nenhuma ferramenta de escrita tenha rodado, o sistema tenta de novo — e, se a afirmação persistir sem escrita, anexa o aviso: "Nada foi gravado no sistema nesta ação — o texto acima é proposta, não alteração salva."

Revogar tira o Orion do grupo: ele deixa de participar, o registro de 72 horas para e as mídias deixam de ser guardadas. O que revogar não faz é parar a captura de trabalho. Se o grupo tiver categoria de trabalho — interna ou externa —, o conteúdo continua entrando no registro da organização mesmo com o Orion fora da conversa. São dois interruptores, e cada um se desliga no seu próprio lugar: revogar a participação, e voltar a categoria para Regular.

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