Por onde ele fala com você — WhatsApp, Telegram ou voz — e os canais em que ele atende o seu público estão no capítulo Conectar o Orion.
Google e Microsoft 365
Conectar uma dessas duas contas é o que mais aumenta o que o Orion consegue fazer. Você pode conectar as duas, uma, ou nenhuma — nada aqui é obrigatório.
Duas formas, escolha a mais fácil: pelo link que o Orion envia na etapa 3/4 da configuração (em Conectar o Orion), ou pelo painel, em Orion → Google → "Conectar Google". Autorize na tela do Google e a página se atualiza sozinha.
| Ele pode | Exemplo de pedido |
|---|---|
| Ver, criar, editar e cancelar eventos na Agenda | "Como está minha agenda amanhã?" · "Marca reunião com a Ana terça às 15h" |
| Enviar e-mails pelo Gmail em seu nome | "Responde esse e-mail dizendo que fechamos pra sexta" |
| Criar e editar documentos e planilhas no Drive | "Monta uma planilha com esses números" |
| Consultar seus Contatos (somente leitura) | "Qual o e-mail do Ricardo da Acme?" |
Quatro limites que valem estar claros desde já, porque explicam quase todo "por que ele não conseguiu?":
Ele não lê sua caixa de entrada do Gmail. A permissão pedida é de envio, não de leitura. Para o Orion ler o que chega, use o encaminhamento de e-mails, adiante.
No Drive, ele só enxerga o que ele mesmo criou. É o escopo mínimo (drive.file). Se você pedir "lista meus arquivos do Drive", vêm apenas os arquivos que o Orion criou — os seus documentos antigos ele não vê, não abre e não edita. Quando tenta, a resposta dele é justamente essa.
Ele não dá acesso a ninguém. Ao criar um documento ou planilha, o Orion te devolve o link; compartilhar com outra pessoa é com você. (No OneDrive, do lado Microsoft, ele consegue gerar link de compartilhamento — a assimetria é real.)
A agenda diz até onde foi lida. Ele lê até 5 das agendas marcadas na sua lista do Google Agenda; se houver mais, ele diz quantas ficaram sem ler. Quando uma agenda tem, na janela pedida, mais eventos do que ele trouxe, ele diz quantos leu e que há mais, e não afirma que um horário está livre depois do último evento que leu.
A própria página resume as permissões pedidas: seu endereço de e-mail, Agenda, envio pelo Gmail, arquivos do Drive que ele cria e Contatos somente leitura.
Microsoft 365
Se a sua empresa vive no Outlook e no Teams, este é o seu capítulo. Abra Orion → Microsoft 365 e clique em "Conectar Microsoft 365". Uma janela da Microsoft abre; depois de autorizar, feche-a — a página se atualiza sozinha.
Na maioria das contas isso é um clique e não precisa de administrador de TI. Se a sua empresa desativou o consentimento por usuário, a tela da Microsoft vai dizer "Aprovação necessária". Nesse caso, clique em "Gerar link para o administrador" na mesma página: o link já vem copiado, você manda para o TI, e a aprovação dele libera a organização inteira de uma vez.
| Ele pode | Exemplo de pedido |
|---|---|
| Ler e triar a caixa de entrada do Outlook (as mensagens mais recentes) | "Tem algo importante no e-mail?" |
| Enviar e rascunhar e-mails no Outlook | "Responde o Ricardo dizendo que fechamos sexta" · "Deixa um rascunho pra eu revisar" |
| Ver, criar, editar e cancelar eventos na Agenda | "Marca reunião com a Ana terça às 15h" · "Cancela a de quinta e avisa os convidados" |
| Ler e enviar mensagens no Teams — 1:1 e grupo | "O que rolou no chat do projeto hoje?" · "Manda no Teams do time que a versão subiu" |
| Criar e atualizar planilhas no Excel, criar documentos no Word | "Monta uma planilha com esses números" · "Escreve a ata dessa reunião" |
| Listar, organizar e compartilhar arquivos no OneDrive | "Cria a pasta Clientes 2026 e me manda o link de compartilhamento" |
| Criar páginas no OneNote e tarefas no To Do | "Anota isso no OneNote" · "Adiciona no To Do: ligar pro contador" |
E os limites, que aqui são diferentes dos do Google:
Ele lê a sua caixa de entrada do Outlook — direto, sem encaminhamento, mas não inteira. Quem conecta o Microsoft 365 concede leitura de e-mail. É mais poder e é também menos privacidade que o lado Google; a escolha é sua, e desconectar é um botão na mesma página. O que ele lê a cada vez: só a pasta Caixa de Entrada, as mensagens mais recentes — até 25 — e, de cada uma, o remetente, o assunto, a hora e o começo do texto. Outras pastas (lixo eletrônico, arquivo, subpastas) e as mensagens mais antigas ficam de fora, e no Outlook ele não tem busca por remetente ou assunto. Por isso, quando responde, ele diz quanto leu e o que ficou de fora, e não trata essa parte como a caixa inteira: se o e-mail que você procura não apareceu ali, isso não prova que ele não chegou.
Mensagens de canal do Teams não são acessadas. Ele lê e escreve em conversas 1:1 e em chats de grupo. Canais de equipe (aquelas abas dentro de um time) exigiriam uma permissão de administrador que o produto deliberadamente não pede. Aqui também a leitura é um recorte, e ele o diz na resposta: a lista traz até as 20 conversas com atividade mais recente, e de cada conversa ele lê até as 30 últimas mensagens (as muito longas, só o começo).
Contas pessoais da Microsoft não servem. A conexão é feita para contas corporativas/educacionais (work or school).
Se uma função nova pedir para reconectar, reconecte. As permissões de arquivos, rascunhos, OneNote e To Do foram acrescentadas em 28/07/2026. Quem autorizou antes disso continua com e-mail, agenda e Teams funcionando normalmente, mas as funções novas vão responder pedindo uma reconexão — que é o mesmo botão da primeira vez.
Na agenda do Outlook, ele lê só a principal. As compartilhadas e as de equipe ficam de fora, e ele olha até 30 dias à frente. Quando a agenda tem, na janela pedida, mais eventos do que ele trouxe, ele diz quantos leu e que há mais, e não afirma que um horário está livre depois do último evento que leu.
Sobre enviar coisas em seu nome
Vale dizer com precisão, porque é um ponto onde promessa e comportamento precisam bater.
Quando o Orion vai disparar um envio para terceiros (e-mail, WhatsApp, mensagem de Teams, convite de agenda com convidados externos), existe uma retenção automática: o sistema segura o envio, te mostra um rascunho campo a campo — "Confirmação de envio — nada foi enviado ainda" — e só envia depois do seu sim. Esse rascunho é montado pelo próprio sistema, não narrado pelo modelo, e o seu sim fica preso àquele texto exato: mudou uma vírgula, precisa confirmar de novo.
Essa retenção vale para todo envio desse tipo, e não só quando o turno leu conteúdo externo antes — um e-mail, um anexo, uma página da web, uma mensagem de grupo. Nesses casos ela é também uma defesa contra instrução plantada: o que ele acabou de ler pode ser justamente quem está pedindo o envio.
Vale num pedido direto seu, num turno limpo — "manda um e-mail pro João dizendo que fechamos sexta" —: ele resolve o contato e te mostra o rascunho antes de enviar. E vale na conversa por voz: o rascunho é lido em voz alta e o sim é falado.
Na prática, o hábito que funciona: quando você quiser trabalhar o texto antes do cartão, separe em dois pedidos. "Escreve o e-mail pro João sobre a proposta, mas não manda ainda." Você lê, ajusta, e só então: "pode mandar."
E-mails encaminhados
Este é o passo opcional que mais muda a rotina de quem vive na caixa de entrada. Ele existe porque o Orion não lê o seu Gmail — a permissão que ele pede no Google é de envio. O encaminhamento é o que dá a ele o outro lado.
- No painel, abra Orion → E-mails e clique em Copiar no campo do endereço. Ele tem a forma
[email protected]. - No seu provedor (Gmail, Outlook, iCloud, Yahoo…), configure o encaminhamento automático para esse endereço.
- O Gmail manda um pedido de confirmação para o endereço do Orion, que você nunca veria. Se a caixa que pediu é uma das suas contas (a conta Google ou Microsoft conectada, a caixa de envio da prospecção ou o seu e-mail de cadastro) e o pedido veio mesmo do Google, o Orion tenta confirmar sozinho e te avisa pelo seu canal com ele, dizendo qual caixa confirmou. Falta um passo seu: volte a Encaminhamento e POP/IMAP, atualize a página, marque "Encaminhar uma cópia dos e-mails recebidos para" o endereço do Orion e clique em Salvar alterações. Sem isso, nada chega. Se a caixa que pediu não é uma das suas contas, ou se o Google não aceitar a confirmação, o Orion não confirma. Ele te avisa, com o link e o código, e você decide: se foi você, é só abrir o link; se não foi, ignore. Vem no máximo um aviso desses por caixa por dia. Pelo WhatsApp oficial, fora da janela de 24 horas, esse aviso é curto e vai sem o link. Se o Orion não consegue confirmar que o pedido veio mesmo do Google, ele não confirma nem avisa. Em todos esses casos, o pedido, com o link, fica na caixa de e-mail do Orion: é só pedir a ele.
A partir daí, a pergunta que destrava tudo é simples: "tem algo importante no e-mail?". Ele resume o que chegou, separa o que importa, lê o e-mail inteiro quando você pede, abre anexos (PDF, imagem, Word, Excel, CSV, texto) e rascunha respostas. O envio da resposta sai pela conta que você conectou — Gmail, se o Google estiver ligado; Outlook, se for o Microsoft.
A página de E-mails mostra o que ele já recebeu, com os contadores de Novo, Lido por cima, Lido e Total.
Quem escreveu, e por qual caixa. Num e-mail encaminhado, o remetente que o Orion mostra é quem escreveu, não a caixa que encaminhou, e ele sabe por qual das suas caixas o e-mail chegou. Se o mesmo e-mail chegar duas vezes, por duas caixas encaminhadas ou por dois caminhos, fica uma cópia só.
Quando você pergunta "o Ricardo respondeu?" ou "chegou e-mail da Acme?", a orientação do Orion é procurar em todos os e-mails encaminhados, lidos e não lidos, antes de responder. Se a busca vier vazia, ele deve dizer que não encontrou nada entre o que chegou encaminhado — não que a pessoa não escreveu, porque e-mail enviado para um endereço seu que não é encaminhado ao Orion, ou que a sua caixa não encaminhou (o Gmail, por exemplo, não encaminha spam), não chega até ele. E, se olhou só uma parte (só os não lidos, ou só os mais recentes de uma busca com muitos resultados), deve dizer qual — e, quando você pede para abrir "o e-mail da Acme" e mais de um bate pelo remetente ou pelo assunto, ele abre o mais recente e deve avisar que há outros. Se a resposta vier sem essa procura, peça: "procura nos e-mails".
Se nada chegar, ele te avisa. Quando o Google está conectado mas nenhum e-mail jamais alcançou o endereço do agente, o Orion percebe — porque nem a confirmação do provedor apareceu — e te manda uma mensagem explicando o que falta. Ele faz isso uma vez e repete no máximo mais uma, alguns dias depois. Depois disso, para.
E-mail corporativo pode barrar. Muitos administradores de Google Workspace e Microsoft 365 bloqueiam encaminhamento automático externo. Se for o seu caso, peça ao TI para liberar "encaminhamento automático externo" — ou conecte um e-mail pessoal.
No Microsoft 365 não há encaminhamento. Quem conectou o Microsoft já deu permissão de leitura: o Orion lê o Outlook direto, sem esse passo. Se você usa os dois, o encaminhamento continua servindo para caixas que não estão no Outlook. A caixa de envio da prospecção é outra conta, que o Orion não lê, nem quando ela é Microsoft: o que chega nela só alcança o Orion se ela for encaminhada (veja "Encaminhar a caixa de envio para o Orion" em Prospecção).
Ferramentas de terceiros
Além do Google e do Microsoft 365, o Orion pode usar ferramentas externas de um catálogo aprovado pela plataforma. Elas ficam em Orion → Integrações, e o princípio é sempre o mesmo: você fornece a credencial da sua própria conta. Essas ferramentas não fazem parte do seu plano — a conta e o que ela custa são seus, e o Orion apenas passa a saber operá-las nas conversas com você.
O catálogo é curado: só entram ferramentas que a plataforma revisou. Você não cadastra endereços por conta própria.
Conectar tem três passos: cole a credencial que a ferramenta te deu, clique em Conectar, e o painel testa a conexão na hora. Depois disso cada integração tem Testar conexão, Pausar e Remover — remover apaga a credencial guardada.
Um detalhe que costuma passar batido: conectar uma integração não a entrega aos seus trabalhadores de IA. Cada worker precisa que você marque, na página de Governança, quais integrações ele pode usar. As não marcadas ficam bloqueadas para ele mesmo estando conectadas.
Nota fiscal
Existe no catálogo uma integração fiscal brasileira, que cobre nota de serviço (NFS-e), nota de produto (NF-e e NFC-e) e documentos de transporte, além de cancelamento e carta de correção.
Antes de contar com ela, três coisas precisam estar claras.
Ela exige certificado digital. Para qualquer nota sair por sistema, de forma automática, o governo brasileiro exige um certificado digital ICP-Brasil (A1 ou A3) — é ele que assina o documento em nome da empresa. Isso não é uma exigência da nossa plataforma nem da integração: vale para qualquer software fiscal do país, sem exceção e sem atalho. O certificado fica configurado na sua conta da ferramenta fiscal, não aqui.
Sem certificado, o caminho é o emissor do governo. Quem não tem certificado — o caso da maioria dos MEIs — emite gratuitamente no portal e no aplicativo oficiais da NFS-e, entrando com a conta gov.br. Ali existe um modo de emissão simplificada que pede dois campos: CPF ou CNPJ do cliente e o valor. O login gov.br vale para emitir na tela; ele não serve para emissão automática por sistema.
O Orion não emite nada sozinho. Nenhuma nota é gerada em segundo plano, por rotina automática ou sem que você peça. E quando o pedido parte de um trabalhador de IA, e não de você, a emissão é tratada como ação financeira: ela obedece à política de autonomia da sua organização e nunca é liberada só porque havia um plano de trabalho aprovado. Ainda assim, vale o hábito: nota fiscal é documento com efeito legal, e o valor, o cliente e o tipo de serviço que você ditar são os que vão para o documento.
A responsabilidade fiscal é sua. O Orion não é seu contador e não escolhe o código de tributação do seu serviço — isso fica configurado por você, uma vez, na ferramenta fiscal ou no emissor do governo. Erro de código, de valor ou de destinatário é responsabilidade do emissor da nota.
Conectar seu assistente (Claude, ChatGPT, Grok)
Você pode ligar o assistente que já usa no dia a dia — Claude, ChatGPT ou Grok — ao que o Orion sabe da sua operação. Pergunte lá "o que combinamos com este cliente em junho?" e a resposta vem daqui.
A direção importa, e é o contrário das Integrações: ali o Orion usa ferramentas de terceiros; aqui um assistente de fora consulta o Orion.
Três coisas diferentes se chamam "conectar", e vale separar as três. Conectar um canal é ligar o Orion ao seu WhatsApp ou ao seu Telegram, para você falar com ele ali — está no capítulo Conectar o Orion. Conectar o seu assistente é o que esta parte explica: o Claude, o ChatGPT ou o Grok que você já usa passa a consultar o que o Orion sabe, e não se copia chave nenhuma. Já trazer a sua própria chave de IA (BYOK) é o oposto disto: aí é o Orion que passa a rodar na chave do seu provedor de IA em vez da nossa — é escolha de plano, e está no capítulo "Planos, saída e glossário". Se você pedir "conecta o Claude", o Orion vai perguntar qual das duas últimas você quis.
Como conectar
O caminho simples é entrar com a sua conta. No seu assistente, adicione um conector apontando para o endereço que o painel mostra em Orion → Integrações, e nada mais. Ele abre uma tela de login do Orion; você entra com a conta de sempre, vê o que está sendo pedido e aprova. Não há chave para copiar nem guardar. A autorização vale 90 dias e você a revoga quando quiser, na mesma tela.
Antes de aprovar, confira para onde vai o acesso. Logo abaixo do nome do assistente, a tela mostra em destaque o endereço que vai receber a autorização — por exemplo, O acesso vai para: claude.ai. O nome é o que o próprio assistente diz de si, e qualquer um pode escolher qualquer nome; o endereço é para onde a autorização vai de verdade. Quando o destino é um aplicativo instalado no seu aparelho, a tela diz um aplicativo neste aparelho.
A tela também avisa, antes do botão Autorizar, quando:
- o nome — ou o próprio endereço — lembra um assistente conhecido, como Claude, ChatGPT, Gemini, Copilot, Cursor, Grok ou o próprio Orion, e o endereço não está entre os que conhecemos desse assistente;
- o destino é um programa no seu próprio aparelho — é o normal para assistentes que rodam no computador, como os de programação;
- o endereço é só de números, e não o nome de um site;
- o endereço tem letra acentuada ou de outro alfabeto — aí ele aparece na forma técnica, começando com xn--, para não se passar por outro site.
O aviso não impede nada: se o assistente é seu e foi você quem acabou de iniciar a conexão, pode aprovar. Se não foi você, recuse. Com qualquer aviso — menos o de programa no seu aparelho —, Recusar leva você de volta a Integrações, e não ao endereço apontado. O Claude, o ChatGPT e o Grok, conectados pelo caminho normal, não mostram aviso. Um assistente legítimo pode mostrar o aviso quando recebe a autorização num endereço que ainda não conhecemos como dele; aí vale a mesma regra. E o aviso não pega toda imitação: quem decide é o endereço. Aprove só se ele for mesmo do assistente que você usa.
Na hora de aprovar você responde duas perguntas — e as duas nascem no menor alcance:
- Até onde ele lê? "Só a organização" (o padrão) ou "também a minha camada pessoal".
- Ele pode escrever? Nasce desmarcado, e é uma escolha separada do alcance: dá para deixar a leitura só na organização e ainda assim permitir escrita. Se o alcance for o da organização, a tela avisa do risco de chave compartilhada antes de você marcar.
Se preferir uma chave — ou se o seu assistente não souber fazer esse login —, o mesmo bloco permite criar uma. Dê um nome à conexão, copie a chave na hora (ela aparece uma vez só; depois guardamos apenas uma impressão digital dela) e cole o endereço no seu assistente. Chave vale 90 dias, você pode ter até cinco ao mesmo tempo, e revogar tira o acesso na hora.
O que ele passa a enxergar
Tudo o que vem a seguir chega com o papel de quem autorizou a conexão — quem aprovou o login ou criou a chave — na organização: o que essa pessoa não vê no painel, o assistente também não vê. Se quem autorizou a conexão for desativado ou removido da organização, a conexão para de responder.
Da organização: o retrato do funil, a previsão de receita das negociações abertas, os negócios em aberto e as pessoas com contato marcado para hoje; as entregas e tarefas, cada uma com o progresso e com o prazo original ao lado do replanejado; os planos de entregas de cada time e os planos de trabalho das pessoas, com ciclos, relatos e avaliações; o painel geral, os times e quem está em cada um; e o que está esperando por você — aprovações, avaliações, assinaturas e o que um trabalhador de IA quer decidir.
E o registro de decisões: o que foi decidido, por quê, o contexto, as lições e os desvios do método. É o que separa um assistente que opina de um que confere o que já foi combinado antes de propor. Decisão substituída depois não é apresentada como vigente. Uma nota sobre o plano de trabalho de alguém — o desvio explicado de um ciclo, por exemplo — só aparece para quem abre esse plano, e o acervo de lições completo, para Admin, RH e Auditoria.
Listas grandes vêm em páginas, sempre dizendo o total: se há 245 entregas e ele mostrou 50, ele sabe que faltam 195 e consegue pedir o resto.
Escolhendo "também a minha camada pessoal", ele alcança ainda o histórico de conversa e de decisões com cada contato, a sua lista pessoal (a do painel, que é sua e não se confunde com as tarefas da organização) e o detalhe dos planos de trabalho — que trazem avaliação por pessoa. Com "só a organização", essas ficam de fora.
O que ele pode mudar, se você permitir
Com a permissão de escrita, ele abre e atualiza entregas, cria, atualiza e apaga tarefas, registra decisões, cuida da sua lista pessoal e opera dentro de um plano — abre um rascunho de plano de trabalho, inclui e ajusta atividades, registra o relato de um ciclo e a nota de progresso.
O que ele não faz por esta conexão, e o motivo de cada um:
- Pactuar — assinar, avaliar, apelar ou encerrar um plano antecipadamente. No registro, uma assinatura é sua; um assistente externo não assina no seu nome.
- Enviar — mensagem, e-mail, convite. Isso vive dentro do Orion, onde existem a confirmação de envio e as travas de destinatário.
- Criar contato de CRM — um registro sobre outra pessoa nasce dentro do Orion, onde valem as regras de duplicidade e de alcance da organização.
- Apagar trabalho que andou — tarefa com progresso não se apaga por conversa, porque tirar uma linha muda o progresso da entrega em silêncio. Zere o progresso antes, e aí é um ato deliberado.
Duas garantias que valem sempre. Ele fica limitado ao que você pode fazer pelo seu papel na organização: se você não cria tarefa no painel, ele também não cria. E cada ato fica registrado como vindo desse assistente, com o seu nome como quem autorizou — e é por isso que, ao permitir escrita numa chave que outras pessoas possam usar, o que elas mandarem criar ou mudar fica registrado com o seu nome. A tela avisa disso antes de você marcar.
Ele enxerga exatamente o que você enxerga no painel: nada que já estivesse fora da sua visão aparece por este caminho. E a leitura depende de um plano ativo — se a assinatura cair, a conexão para de responder.
Perguntas prontas
O assistente também recebe uma lista de perguntas prontas — no Claude elas aparecem como comandos de barra, e quem escolhe é você, nunca o modelo. Servem para não ter de descobrir sozinho o que vale a pena perguntar: preparar uma reunião com um cliente, fechar a semana, "por que decidimos isso?", a situação de uma entrega, "estamos atrasados?". Com a camada pessoal entra também "o que eu tenho para hoje", e com permissão de escrita, "registrar uma decisão que acabamos de tomar".
A lista respeita o que a sua conexão alcança: uma pergunta que o assistente não poderia responder com o alcance que você deu simplesmente não aparece.
Quando surgirem recursos novos
O assistente guarda a lista de coisas que sabe fazer no momento em que se conecta. Quando o Orion ganha um recurso, quem já estava conectado continua vendo a lista antiga até reconectar. Nesse caso as respostas passam a trazer um aviso. Para atualizar, remova o conector e adicione de novo — reconectar ou abrir uma conversa nova não recarrega a lista: o assistente guarda o contrato desde a instalação, e reconectar só refaz o login.
Onde colar, em cada assistente
O caminho muda de produto para produto e eles mudam com frequência. O resumo abaixo é o essencial; a instrução completa e atualizada está sempre na documentação de cada um.
- Claude — em Customize → Connectors, clique em +, depois em Add custom connector, cole o endereço e clique em Next. O Claude pode avisar que "não conseguiu determinar as configurações do servidor" — isso é esperado, siga em frente. Não mexa em Authentication: deixe como está e o Orion pede o login sozinho ao conectar. Só escolha None se você estiver usando o caminho da chave, porque aí ela já viaja dentro do endereço. Em planos Team e Enterprise quem adiciona primeiro é o dono da organização (Organization Settings → Connectors → Add → Custom → Web); depois cada pessoa conecta a sua. No plano gratuito só cabe um conector próprio. Documentação: suporte da Anthropic.
- ChatGPT — o recurso vive no modo de desenvolvedor. Ligue em Settings → Security and login → Developer mode (ele avisa que é de risco elevado: é o modo que permite conector ainda não verificado). Depois abra chatgpt.com/plugins, clique no + e cole o endereço no campo de URL. Em autenticação escolha OAuth; se estiver usando o caminho da chave, escolha No authentication, porque a chave já viaja no endereço. O conector criado aparece em Drafts, e é ali que você liga ou desliga cada ferramenta. Está disponível nos planos pagos, pela web. Documentação: central de ajuda da OpenAI.
- Grok — abra grok.com/connectors, clique em New Connector, escolha Custom e informe o endereço do servidor. Documentação: docs da xAI.
Nos três só existe um campo de endereço. Entrando com a sua conta, o endereço é curto e não tem segredo nenhum:
https://mcp.orionworkers.com/mcp
Usando o caminho da chave, ela viaja dentro do endereço — e aí trate-o como uma senha: quem tiver esse endereço lê a sua operação. Se ele vazar, revogue no painel e crie outro; leva um clique.
Para que isso serve, na prática
- Preparar uma reunião sem trocar de tela. "Antes da call com a Acme: o que já combinamos com eles, o que está em aberto e o que prometemos para este mês?"
- Escrever uma proposta com o histórico certo. O assistente já sabe o preço praticado, o que foi discutido e o que ficou de fora — você não cola contexto à mão.
- Fechar a semana. "Quais negócios têm data de fechamento neste mês e quanto somam?" — o número vem da mesma conta que o painel mostra, não de uma estimativa.
- Não deixar ninguém esfriar. "Quem eu deveria ter contatado e não contatei?"
- Responder a uma pergunta antiga. "Por que demos desconto para este cliente em junho?" — é a pergunta que nenhum assistente sem memória consegue responder.
